Mitos e Fatos sobre Israel – 10

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MITO: “A Palestina sempre foi um país árabe”.

FATO:  Acredita-se que o termo Palestina tenha origem entre os filisteus, um povo egeu que, no século XII A.E.C., estabeleceu-se ao longo da planície costeira mediterrânea onde ficam agora Israel e a Faixa de Gaza.

No século II, após esmagarem a última revolta judaica, os romanos usaram pela primeira vez o nome Palaestina para se referir à Judéia (a região sul do território da atual Cisjordânia), numa tentativa de minimizar a identificação judaica com a terra de Israel. A palavra árabe Filastin vem deste nome latino.

Os hebreus chegaram a Israel por volta de 1.300 A.E.C. e viveram em uma confederação tribal até se unificarem sob o primeiro monarca, o rei Saul. 

A nação foi dividida durante o reinado do filho do rei Salomão: o Reino do Norte (Israel) durou até 722 A.E.C., quando os assírios o destruíram; e o Reino do Sul (Judá) sobreviveu até a conquista babilônica em 586 A.E.C. Depois disso, os judeus desfrutaram de breves períodos de soberania, antes que a maioria fosse finalmente expulsa de sua pátria, no ano 135 D.C.

A independência judaica na terra de Israel durou mais de quatro séculos. Isto é, muito mais do que os brasileiros já desfrutaram de independência na terra que ficou conhecida como Brasil.

De fato, se não fosse pela cobiça dos conquistadores estrangeiros, hoje em dia Israel teria três mil anos.

A Palestina nunca foi uma região exclusivamente árabe, embora a língua árabe tenha se tornado, com o tempo, o idioma da maior parte da população, após as invasões muçulmanas do século VII. Jamais existiu algum país árabe ou palestino independente na Palestina.

Adaptado de “Mitos e Fatos – A verdade sobre o conflito árabe-israelense”, de Mitchel Bard (Editora Sefer)