Por que Israel não pode permitir um Irã nuclear

Enquanto o mundo se entusiasma com promessas iranianas, Israel sente-se cada vez mais isolado na luta contra seu mais poderoso inimigo

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Iranianos queimam bandeira de Israel

Iranianos queimam bandeira de Israel


JERUSALÉM – Na noite de segunda-feira, 14 de outubro, a Força Aérea Israelense realizou um exercício aéreo excepcionalmente grande sobre o Mar Mediterrâneo. O Ministério da Defesa afirmou que o treino foi uma mensagem clara de que Israel está preparado para lidar com ameaças “de perto e de longe”. Quem acompanha os acontecimentos na Terra Santa sabia de quem os israelenses estavam falando: do Irã e de seus protegidos, as organizações terroristas Hamas e Hezbolá. 

Não por coincidência, o vôo dos caças israelenses aconteceu na mesma semana em que foi realizada uma nova rodada de negociações entre as grandes potências mundiais e o Irã, que insiste em manter seu programa nuclear e continua alegando que ele tem apenas fins pacíficos. Enquanto isso, em Israel, gabinete de Segurança reuniu-se para lançar uma firme declaração, reiterando os perigos de um Irã nuclear em meio a temores de que as novas negociações levariam a uma prematura suspensão das sanções econômicas ao país.

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Segundo a imprensa norte-americana, o presidente Barack Obama já estava cogitando aceitar que o Irã mantenha a maior parte de seu programa nuclear intacto, incluindo instalações de enriquecimento de urânio, em troca da promessa de nunca construir uma bomba atômica. E isto não será nada bom para Israel.

“Estas negociações começam em um momento em que o regime iraniano está sob grande pressão por causa das sanções e está tentando desesperadamente fazer com que elas sejam removidas”, diz a declaração aprovada por unanimidade pelo governo israelense. “As sanções não devem ser aliviadas quando elas estão tão perto de alcançar os fins a que se destinam”.

O governo israelense alertou para o fato de que a única forma de alcançar uma verdadeira e definitiva conclusão para a ameaça nuclear do Irã é não suspender as sanções prematuramente. “Seria um erro histórico não tirar o máximo proveito das sanções, fazendo concessões antes de assegurar o desmantelamento do programa de armas nucleares do Irã”, diz o comunicado.

O governo de Israel também apontou para a aparente disposção de Obama em deixar o Irã manter as ferramentas para construir uma bomba nuclear. “Como tem sido demonstrado em muitos países, do Canadá à Indonésia, programas nucleares pacíficos não exigem enriquecimento de urânio ou produção de plutônio. Mas o programa de armas nucleares do Irã sim”, diz o documento.

É uma declaração dura, afinal, Israel está profundamente preocupado que o Ocidente deixe o Irã escapar com “concessões cosméticas que não impediriam significativamente seu caminho para o desenvolvimento de armas nucleares, concessões que poderiam ser revertidas em algumas semanas.”

Ao mesmo tempo, as sanções internacionais que trouxeram o Irã a esse ponto levaram anos para serem postas em pratica, e seria quase impossível de se repetir, se e quando o Irã descumprir quaisquer dos compromissos assumidos agora.

Preocupado em se ver isolado na luta contra um Irã nuclear, Israel está se preparando cada vez mais preparado para resolver o problema sozinho, se necessário.

 

Traduzido com permissão de Israel Today