Por que conhecer a história de Israel (Parte 8)

Na saga do povo judeu, constatamos o cumprimento das profecias bíblicas
 

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Por Eguinaldo Hélio de Souza

Há uma singularidade inquestionável na história dos judeus. As linhas gerais de sua história foram descritas de antemão. Seu destino como abençoador das nações foi predito há 4.000 mil anos quando da Mesopotâmia Deus chamou a Abraão, fundador na nação judaica. Creiam ou não os judeus, os inúmeros povos não judeus se sentem abençoados de fato pelas riquezas espirituais que lhe foram trazidas pela descendência de Abraão. Na verdade, parece que toda a história judaica se condensa na profecia bíblicas.

De fato, não são poucas as profecias contidas nas Escrituras que podem ser apontadas como tendo um cumprimento histórico para Israel. Ainda que existam profecias sobre diversos povos, boa parte delas se refere ao chamado “povo da promessa”. São tão abundantes que todo espaço seria pequeno para relacioná-las.

Entretanto, basta que tomemos uma dessas predições e então olhemos para os caminhos de Israel no tempo e no espaço. Geografia e história se unem para confirmar que o dito, ou melhor, o predito se fez fato. E nada melhor do que uma pequena porção do livro de Levítico, chamado de Vayikra pelos judeus e cujo significado é Ele chamou.

Mesmo antes deles colocarem (como nação) os seus pés na terra prometida, as linhas gerais da história dos judeus foi traçada nessa predição que se mostrou real ao longo dos séculos, como podemos ver a seguir:

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E vos espalharei entre as nações e desembainharei a espada atrás de vós; e a vossa terra será assolada, e as vossas cidades serão desertas. E, demais disto também, estando eles na terra dos seus inimigos, não os rejeitarei, nem me enfadarei deles, para consumi-los e invalidar o meu concerto com eles, porque eu sou o SENHOR, seu Deus. (Levítico 26.33, 44)

Essas palavras foram escritas por Moisés durante o tempo da peregrinação no deserto, antes que eles entrassem na terra de Canaã. E basta um conhecimento mediano da história do povo judeu, seja do período bíblico, seja do período pós-bíblico para verificar que as coisas se passaram desse modo. 

  • Israel foi espalhado entre as nações. Falar do Israel disperso é quase um pleonasmo. Houve a dispersão assíria, a dispersão babilônica, a dispersão romana. Todas essas dispersões forçadas. E além dessas dispersões houve ainda aquela dispersão natural que fez dos judeus cidadãos do mundo.
  • A espada foi desembainhada atrás deles. Inúmeros foram os massacres. As cruzadas, a inquisição, os pogroms, o holocausto. Esses foram apenas momentos culminantes de um sentimento de ódio que brotando lentamente no coração dos que o cercavam, rompia de repente se fazendo mortal.
  • Terra assolada e cidade deserta. Essa é a descrição da Terra Prometida toda vez que o povo judeu involuntariamente se ausentava dela. Um corpo sem alma, uma árvore destituída de folhas, flores e frutos. A exuberância do Israel moderno com a paisagem inóspita anterior é contrastante como o dia e a noite, como a vida e a morte.
  • Protegido nas terras do inimigo. A existência de Israel ao longo dos séculos é um milagre. Onde o assírio, onde o babilônio, onde o fenício e o caldeu? Submergido nas areias do tempo depois de tanta glória. Mas Israel subsiste pois Deus assim garantiu em sua Palavra. 

  

Essa pequena amostra é uma gota em um oceano. Impossível olhar para o Israel moderno e não reconhecer a fidelidade divina. Só quem tem um olhar sobre as Escrituras e outro sobre a história do povo judeu consegue discernir perfeitamente a identidade de ambas. Só quem assim procede sabe que ambos foram criados pela mesma mão. Escrituras e Israel são frutos do mesmo Deus. Impossível separá-los.

“Vejam como as predições antigas se tornaram verdadeiras; e agora declaro coisas novas – antes que brotem, falo a vocês a respeito delas” (Isaías 42.9 – Bíblia Judaica Completa).

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