Por que conhecer a história de Israel (Parte 10 – Final)

Sim, eu vou conhecer a história do povo judeu!

 

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Por Eguinaldo Hélio de Souza

 

“O amor, diz Jacques Chardonne, é muito mais do que o amor”. No decorrer de nossas investigações adquirimos a certeza de a que a história é muito mais do que a história. (Louis Pawels e Jacques Bergier, O despertar dos mágicos)

 

E nós podemos dizer algo semelhante. A história dos judeus é mais do que a história dos judeus. Sua história é a história de Deus entre os homens. Sua história é a história de homens e Deus. Sua história é em parte a história do Ocidente e consequentemente parte da história do mundo. E acima de tudo, sua história é um pouco a nossa história. Há algo naquelas páginas repletas de fatos antigos, escritos há milênios em terras distantes, que reflete o nosso mundo de hoje.

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Na maioria das vezes as pessoas não tem conhecimento suficiente para identificar a linha sucessória de eventos que iniciando em tempos remotos chega até nosso dias. E mesmo que desfrutassem de grande conhecimento, seria humanamente possível perceber o fluxo do rio que, nascendo no chamado de Abraão, chega-nos hoje de muitas formas e maneira. Mesmo que nossa mente não seja capaz de captar, nosso coração percebe a conexão. Estamos ligados de alguma forma e nosso coração sabe disso. O coração tem suas razões que própria razão desconhece, disse Pascal. E isso é verdade.

Leva tempo para ler, conhecer e aprender a história de Israel, tanto a história bíblica quanto a história pós-bíblica. No entanto, aqueles que tiveram esse privilégio sabem que estão diante de algo grandioso, algo especial, porque fala de um povo especial, com experiências únicas tanto quanto seu Deus é único. Vale a pena conhecer. E se você é um cristão que ama a Bíblia, vale mais à pena ainda. Motivos e razões não faltam.

A história dos judeus é uma das preciosidades do conhecimento humano que devemos absorver e guarda. Temos de concordar com as palavras de Mark Twain, famoso autor das Aventuras de Tom Sawyer, que nos brindou com este belo tributo aos judeus:

 

“Se as estatísticas estão corretas, os judeus constituem apenas um por cento da raça humana. Isso sugere um nebuloso grãozinho de pó de estrela perdido na imensidão na Via Láctea. Adequadamente, jamais se ouviria falar do judeu; porém se fala, e sempre se ouviu falar dele. Ele é tão proeminente no planeta quanto qualquer outro povo, e sua importância comercial é bastante fora de proporção com a pequenez de seu grupo. Suas contribuições aos grandes nomes do mundo na literatura, ciência, arte, música, finança, medicina também estão fora de proporção com seu pequeno número. Tem feito uma luta maravilhosa no mundo, em todas as épocas; e o tem feito com as mãos atadas nas costas. Os egípcios, os babilônios, os persas surgiram, encheram o planeta com som e esplendor, depois evaporaram como num sonho e sumiram; os gregos e os romanos também, fizeram muito barulho, e agora estão acabados; outros povos brotaram e levantaram sua tocha bem alto por um tempo, mas ela se queimou, e agora estão na obscuridade, ou simplesmente desapareceram. O judeu viu a todos eles, venceu a todos, sem enfraquecer suas partes, sem esmorecer suas energias, sem embotar sua mente alerta. Todas as coisas são mortais, as outras forças passam, mas ele permanece. Qual o segredo de sua imortalidade?”

 

Sem dúvida alguma. Toda a história da humanidade é fascinante. A história dos judeus, porém, é algo mais que a história.

 

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